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Paróquia

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As nossas origens

Nos finais dos anos 80 e princípio dos anos 90 existia uma Celebração Dominical, no Pavilhão multiúsos, do Lar dos Deficientes das Forças Armadas que era celebrada pelo Sr. Pe. Bento Pires, como Coadjutor da Paróquia do Lumiar, da qual, veio a ser o seu Pároco, e a partir desta altura por sacerdotes convidados, principalmente os Marianos. Nesta altura, existia a convicção da criação duma Paróquia distinta do Lumiar, o que veio a acontecer.

Aliás, o próprio DECRETO PATRIARCAL, de D. António Ribeiro, Cardeal Patriarca de Lisboa, de 16 de julho de 1993, dia de Nossa Senhora do Carmo, que criou a Paróquia do Alto do Lumiar e definiu os seus limites, diz o seguinte:

“A Paróquia do Lumiar, desta cidade, com a sua grande extensão territorial (já o plano de 1959 previa que fossa subdividida em quatro Paróquias), com o aumento populacional que está a ter, tendente a aumentar em ritmo muito acelerado, tornou-se muito difícil de ser atendida pastoralmente por um único Pároco.

De momento, há maior urgência em dotar desde já de autonomia a zona do chamado Alto do Lumiar, abrangendo a porção envolvente da parte sul da Alameda das Linhas de Torres e os bairros das Mouras, da Tobis e da Quinta do Lambert, área cuja população é já da ordem dos 15.000 habitantes, (16 de Julho de 1993) prevendo-se que venha a atingir os 20.000.

Nos ditos bairros das Mouras, da Tobis e da Quinta do Lambert existe catequese organizada desde há alguns anos, independente da igreja do Lumiar.

A igreja – sede da nova Paróquia, situada próximo da Alameda das Linhas de Torres, do lado oposto ao Hospital Pulido Valente, está em construção adiantada, prevendo-se que não tarde a sua conclusão.

Nestes termos:

Deferindo o que nos foi requerido pelo Rev. Pároco do Lumiar;

Com o parecer favorável do Conselho Presbiteral;

Obtido o consentimento da Superiora das Religiosas de Santa Doroteia, quanto à utilização temporária como sede paroquial do oratório da Quinta das Calvanas; (o que não veio a acontecer por ser pouco funcional, mas utilizando a Capela do Hospital Pulido Valente com o consentimento do seu Capelão, Padre António Vaz de Azevedo e, algumas vezes a chamada sala do arco, que nos foi cedida, com uma renda simbólica, pela Gebalis e onde viria a ser a Secretaria e serviço de apoio à nova Paróquia, até a conclusão da Igreja).

HAVEMOS POR BEM:

1º Desmembrar do território de São João Baptista do Lumiar a zona definida pelas confrontações a seguir indicadas, a qual erigimos em nova paróquia do Alto do Lumiar e a que damos como padroeira NOSSA SENHORA DO CARMO:

a – Sul, Limites da Paróquia do Campo Grande,(mais conhecido como Viaduto do Campo Grande, ou Segunda Circular).

b – A Poente com a Avenida Padre Cruz.

c – A Nascente, limites da Paróquia de Santo Eugénio,( Aeroporto de Lisboa)

d – A Norte, uma linha que partindo da Avenida Padre Cruz, num ponto situado no prolongamento da divisória entre a zona escolar da Quinta dos Frades e o terreno do mosteiro das Monjas Dominicanas,(que fica incluído na nova Paróquia, (Rua Luís de Freitas Branco com a Alameda das Linhas de Torres), segue por esta divisória até encontrar o muro que separa o Bairro das Mouras (incluído) no Quartel da Escola Prática de Administração Militar; (actual Instituto Superior de Educação e Ciências), continua por este muro até à Alameda das Linhas de Torres, cujo eixo segue para norte até à Rua Ladislau Patrício; aqui toma de novo o sentido nascente, seguindo pelo lado norte dessa rua e muro do Parque Mantero, “actual Quinta das Conchas”, que passa a contornar de modo a excluí-lo e a incluir o bairro da Tobis; quando o muro do referido Parque chega à altura do bairro da Musgueira Sul, continua em direcção à Avenida Santos e Castro, de modo a incluir todo este último bairro “actual Avenida Eugénio de Andrade e cujo limite é a actual Avenida Álvaro Cunhal” e, ultrapassando a dita Avenida, atinge em linha recta o limite nascente.

2º Determinar que, até à entrada em serviço da nova igreja em construção, sirva de sede paroquial o oratório do Colégio de Santa Doroteia, na Quinta das Calvanas. (o que e como atrás foi dito, pouco se utilizou).

                                   Lisboa, 16 de Julho de 1993, memória de Nossa Senhora do Carmo.

                                       Assinatura de Sua Eminência Reverendíssima

                                                       +ANTÓNIO, Cardeal Patriarca

                                                                       e

                                                          pelo Chanceler:

                                         Padre Henrique Pietra Torres, notário

No dia 5 de agosto de 1993, é entregue a Paróquia ao seu Pároco, Padre António Maria Bento Pires, por carta de D. António Ribeiro que seguidamente se transcreve.

DOM ANTONIO II, CARDEAL PRESBÍTERO DA SANTA IGREJA ROMANA, DO TÍTULO DE SANTO ANTÓNIO “ IN URBE”, POR MERCÊ DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA, PATRIARCA DE LISBOA.

                                 AOS QUE ESTA NOSSA CARTA VIREM, SAÚDE, PAZ E BENÇÃO

Fazemos saber que sendo necessário prover à cura das almas da paróquia de Alto do Lumiar (Nª Sª do Carmo) havemos por bem confiá-la aos cuidados pastorais do presbítero António Maria Bento Pires que nomeamos pároco da mesma, com os direitos e obrigações inerentes a este múnus, segundo a Lei da Igreja e o que circunstâncias especiais aconselharem. Por mais este título o consideramos nosso especial colaborador e asseguramos-lhe a confiança e auxílio indispensáveis ao bom desempenho da sua missão, assim como a estabilidade no ofício, que o bem das almas requeira.

Exerça ele de tal modo o seu ministério de ensinar, santificar e governar, que os fieis e toda a comunidade paroquial se sintam, de facto, membros vivos da Igreja diocesana e universal. Seja a sua actividade pastoral sempre penetrada de espírito missionário, para abranger, como deve, quantos vivem na paróquia.

No desempenho do múnus de ensinar, pregue a Palavra de Deus a todos os fiéis, para que estes, fundados na fé, na esperança e na caridade, cresçam em Cristo e, reunidos na comunhão da Igreja, ofereçam ao mundo o testemunho de amor, que o Divino Mestre recomendou (cfr. Jo. 13, 35). Seja diligente em garantir a todos uma adequada formação catequética e apostólica, e não descure a evangelização dos que ainda não conhecem Cristo.

No trabalho de santificação das almas, procure que a celebração do Sacrifício Eucarístico seja o centro e o ponto culminante da toda a vida da comunidade cristã. Esforce-se ainda porque os fiéis se alimentem do espírito pela Graça de Deus, recebendo com devoção e frequência os Sacramentos e participando, de modo consciente e activo, na Liturgia.

No cumprimento do dever pastoral, procure conhecer bem o próprio rebanho e, sabendo-se ao serviço da Igreja, promova o progresso da vida cristã quer nos indivíduos, quer nas famílias quer nas associações, sobretudo de apostolado, quer ainda em toda a comunidade paroquial. Visite as famílias e as escolas, segundo as exigências do seu múnus pastoral; atenda diligentemente os adolescentes e os jovens; manifeste especial predilecção pelos pobres e pelos doentes, e seja sinal de amor de Cristo para com os mais desprotegidos e necessitados.

Mantenha-se unidos aos outros sacerdotes e sinta-se corresponsável pelo bem de toda a Diocese. Lembre-se de que os bens materiais adquiridos no exercício da sua missão, andam intimamente ligados ao múnus sagrado. Socorra, pois, generosamente as necessidades materiais da Igreja, segundo as próprias disponibilidades e as indicações superiores.

Finalmente, esperamos que os paroquianos o recebam, como legitimo pastor, e o auxiliem no bom desempenho da sua missão. Todos se lhe devem unir, pela oração e pela actividade, apostólica. Concorram para a sua côngrua sustentação, de modo que, liberto de absorventes preocupações económicas, possa dedicar-se inteiramente ao serviço evangélico da comunidade paroquial.

Esta nossa Carta será lavrada em duplicado. Um exemplar servirá de título ao pároco e outro será arquivado na Cúria Patriarcal.

Dada em Lisboa e Casa Patriarcal, aos 5 do mês de Agosto do ano de 1993

                                   Assinatura : + António, Card. Patriarca

No dia 4 de junho de 1994 é assinado, entre o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. Jorge Sampaio e o Rev. Padre António Maria Bento Pires, na presença de S. Exa. Revª D. Albino Mamede Cleto, conforme nota manuscrita pelo próprio Bispo e em Arquivo da Paróquia, o contrato-promessa de cedência de edifício em regime de direito de superfície.

A partir desta data começa-se a desenvolver todo o processo da construção desta Igreja, com a cedência por parte da Gebalis das instalações debaixo do arco em frente da Igreja, com o nº 128-A R/C 1700 Lisboa, onde, provisoriamente se instalaram os Serviços Administrativos da Paróquia até à inauguração da Igreja em 1999.

No dia 30 de junho de 1994 é passado o ALVARÁ DE LICENÇA DE CONTRUÇÃO Nº. 3/COPRAD/94.

No dia 9 de abril de 1995 – Domingo de Ramos, damos início à celebração da Santa Missa no corpo da Igreja em tijolo e cimento com a presença de S. Exa. Revmª D. Albino Mamede Cleto, Bispo Auxiliar de Lisboa e posteriormente, Bispo de Coimbra.

No dia 26 de setembro de 1999, Domingo, foi dedicada a nossa Igreja por S. Eminência Reverendíssima D. José da Cruz Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa.

No ano 2000, o Senhor Padre António Bento Pires pediu a sua substituição como Pároco, tendo sido nomeado para o cargo o Senhor Padre Duarte Nuno Queiroz de Barros da Cunha, nascido a 01 de junho de 1968 e ordenado sacerdote em 04 de julho de 1993, que tomou posse do dia 22 de outubro de 2000, como Pároco.

Ainda nesse ano de 2000, Ano do Jubileu, por carta do Senhor Patriarca de Lisboa, a Nossa Igreja é declarada Igreja Jubilar.

Revmº Senhor,

 Dando cumprimento ao que está previsto na Nota Pastoral “A Igreja de Lisboa ao ritmo do Jubileu”, nº. 10, declaro a Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Carmo do Alto do Lumiar como Igreja Jubilar, no dia 16 de Julho de 2000, podendo nesse dia, os fiéis celebrar aí o Jubileu beneficiando, assim, dentro das condições gerais enunciadas na Bula “Incarnationis Mysterium” das graças Jubilares.

                   Lisboa, 7 de Julho de 2000

Assinatura
+ JOSÉ, Patriarca de Lisboa

No dia 01 de outubro de 2008, o Senhor Padre Duarte Nuno Queiroz de Barros da Cunha foi nomeado para Secretário do Consilium Conferentarium Episcoporum Europae (CCEE).

No dia 01 de novembro de 2008, tomou posse, como Administrador Paroquial o Rev. Cónego Álvaro Ferreira Bizarro, nascido a 27 de outubro de 1951 e ordenado sacerdote em 27 de novembro de 1977 e coadjuvado pelo Rev. Padre Edgar Correia Clara, nascido a 09 de julho de 1975 e ordenado sacerdote a 02 de julho de 2000. De notar que, apesar da sua substituição como Pároco, ainda hoje o Pe. Bento Pires continua a colaborar na Paróquia.

No dia 13 de setembro de 2009, toma posse, como novo Pároco, o Revº. Padre Robson José de Carvalho Matos Cruz, nascido a 16 de abril de 1962 e ordenado sacerdote a 3 de julho de 1998.

No dia 27 de setembro de 2015, tomou posse o novo Pároco Revº. Padre Duarte Empis de Andrade e Sousa, nascido a 9 de setembro de 1985 e ordenado em 1 de julho de 2012, nomeado por S. Eminência, D. Manuel Clemente, Cardeal Patriarca de Lisboa em 16 de julho de 2015.     

O Templo e as suas imagens

A igreja é ampla, alegre e, principalmente, muito iluminada. Também e até pela sua conceção, espaçosa interiormente: comporta à volta de 500 pessoas, entre 310 a 350 sentadas em 41 bancos de correr, grandes e mais 12 bancos com menos um lugar, para encaixarem nas alas laterais do Templo e as restantes em pé. Em datas mais importantes da Igreja, como a Vigília Pascal e Missa de Natal as portas do guarda-vento e as portas principais do tempo abrem-se podendo-se assistir às cerimónias do adro da Igreja.

Tem três nichos laterais. Assim:

Do lado esquerdo, de quem entra na Igreja, um dedicado a Santo António e outro ao Sagrado Coração de Jesus.

Do lado direito em forma de Capela, Nossa Senhora de Fátima. Neste mesmo local encontra-se a Pia Batismal em recanto circular.

Por cima do altar-mor a imagem da Padroeira, Nossa Senhora do Carmo. Esta imagem foi feita de propósito para a nossa Igreja, oferta de um casal de nacionalidade espanhola, que, por motivos profissionais, viveu algum tempo entre nós. A imagem mede 1,80 m de altura e é de madeira.

O atual Escapulário que a Imagem ostenta na mão direita, foi oferta de S. Exa. Revma. D. Manuel Clemente, Bispo Auxiliar de Lisboa, por ser neste dia, de Nossa Senhora do Carmo, 16 de julho, a data do seu aniversário de nascimento.

Foi mandado fazer nas Carmelitas de Coimbra e ainda em vida da Irmã Lúcia de Jesus.

O Sacrário é em talha dourada.

Do lado da imagem de Nossa Senhora do Carmo, no altar-mor, existem trinta e dois pequenos vitrais, dezasseis de cada lado da imagem. Do lado direito do altar-mor, virado para a saída da Igreja, dezasseis painéis alusivos à pesca, com S. Pedro a lançar as redes e o Espírito Santo pairando sobre o Universo.

Do lado esquerdo o brotar da água do rochedo, no deserto, com o bater da vara de Moisés, e o Batismo de Jesus por João Baptista no Jordão e a descida do Espírito Santo.

Do lado esquerdo do Sacrário um vitral com a alusão ao Cordeiro de Deus a olhar para o Seu próprio Sacrifício, o Cálice com o Pão e o Vinho.

A Cruz pertencia à Capela de casa de uma família, que existiu na Alameda das Linhas de Torres, tendo sido salva de um incêndio na dita capela e posteriormente restaurada da forma como se encontra, em parte ainda queimada e colocada num pedestal em madeira feito de propósito para esta Cruz.

Padres da nossa Paróquia

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Padre Duarte Empis de Andrade e Sousa nasceu a 9 de setembro de 1985, em Lisboa. Durante a sua juventude pertenceu ao Movimento das Equipas de Jovens de Nossa Senhora e à AASUL, Associação de Ação Social da Universidade Lusíada, onde fez voluntariado em Portugal e Cabo Verde.

Frequentou parte do curso de Direito na Clássica – Universidade de Lisboa e, posteriormente, fez o mestrado integrado em Teologia na Universidade Católica Portuguesa.

Foi ordenado Diácono a 27 de novembro de 2011 e Sacerdote a 1 de julho de 2012. Foi Vigário Paroquial das Paróquias de Runa, Dois Portos, Carvoeira e São Domingos de Carmões, em Torres Vedras, em 2012/2013. Foi Pároco das Paróquias da Carvoeira e São Domingos de Carmões, em Torres Vedras, de 2013 a 2015. É assistente espiritual do Setor de Lisboa das Equipas de Jovens de Nossa Senhora. Acompanha Campos de Férias Católicos como o SAIREF ou o Bosque.

O Padre Mulewu Munuma Yôk Clément é Oblato de Maria Imaculada. Natural de Kinkasa, República Democrática do Congo, nasceu a 30 de Junho de 1961. Em 1986 começa o Pré-noviciado OMI na Missão Católica de Ngoso, Diocese de Idiofa, continuando depois o Noviciado entre 1987-1988 na Missão Católica de Ifwanzondo.

Posteriormente faz a graduação em Filosofia no Seminário Maior Santo André Kaggwa, Arquidiocese de Kinshasa (RDC) e a Teologia entre 1992-1996 no Teologado Santo Eugénio de Mazenod OMI, afiliado à Universidade Pontifícia Urbaniana de Roma, em Kinshasa (RDC).

Entre 2004-2008 tira a Licenciatura em Direito Civil da Universidade Católica de Angola (UCAN), em Luanda. Especializando-se em 2014 em Direitos Económicos, Sociais e Culturais em Genebra / Suiça.

Está em Portugal a fazer o Doutoramento de Direito Canónico na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, começando a colaborar na Paróquia de Nossa Senhora do Carmo do Alto do Lumiar em 2019.

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Casa Paroquial

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Caros amigos, ao mesmo tempo que lançámos o novo site, a Paróquia deu um grande passo na sua História: a aquisição de uma Casa Paroquial. De facto, este era um desejo antigo e uma necessidade verdadeira. Uma casa para o pároco e outros eventuais sacerdotes colaboradores morarem é muito importante, de modo a que a proximidade seja maior e o acompanhamento cada vez mais profundo.

Graças ao apoio de todos os paroquianos e também amigos da paróquia, estamos a dar grandes passos neste sentido e as contas já estão bastante equilibradas. Tem sido também uma ocasião para crescermos em espírito de comunidade, alicerçados numa necessidade e num projecto comum.

As ajudas são sempre importantes, não apenas na primeira fase de aquisição da Casa Paroquial mas também para as despesas de manutenção.

Termino da mesma maneira como terminei da primeira vez que vos escrevi sobre este tema: o primeiro apoio que todos podemos e devemos dar é, como sempre, a oração. Rezemos pela nossa paróquia, por todos aqueles que aqui vivem, especialmente os que passam mais dificuldades ou por momentos mais difíceis, e pedimos também ao Senhor que nos vá guiando na Sua vontade Santa.

Com amizade,
Padre Duarte Andrade e Sousa


Para donativos referentes à Casa Paroquial pode utilizar-se o IBAN da Paróquia:

PT 50 0035 0632 00000741930 27 Caixa Geral de Depósitos

Se desejar recibo do donativo por favor contactar o cartório com os dados
e o comprovativo da transferência.

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Santos Carmelitas

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O Carmelita que há em nós…

 

Os Santos Carmelitas são um grupo especial de mulheres e homens comuns cuja vida, dedicação religiosa e dom espiritual os fez reconhecer como verdadeiramente especiais e elevados à Santidade.

Que os seus exemplos e os seus testemunhos sejam um incentivo para que cada um de nós entronque no mesmo caminho de Fé, guiados por Maria, Nossa Senhora do Carmo, Mãe de Jesus e Nossa Mãe.

NossaSenhora

Nossa Senhora do Carmo

Maria foi na terra a Mãe do redentor. Por Ela recebemos o Autor da Vida que nos salvou. Por Maria temos acesso à salvação, por isso “Maria é nossa Mãe na ordem da graça”.

Predestinada desde a eternidade junto com a Encarnação do Verbo Divino, como Mãe de Deus, por desígnio da Providência divina, a Bem-aventurada Virgem foi nesta terra a sublime mãe do Redentor, singularmente mais que os outros sua generosa companheira e humilde serva do Senhor. Ela concebeu, gerou, nutriu a Cristo, apresentou-o ao Pai no templo, sofreu com seu Filho que morria na cruz. Assim de modo inteiramente singular, pela obediência, fé, esperança e ardente carida­de, ela cooperou na obra do Salvador para a restauração da vida sobre­natural das almas. Por tal motivo ela se tornou para nós mãe na ordem da graça. (Lúmen Gentium 61).

A Sagrada Escritura exalta a beleza do Carmelo, onde o profeta Elias defendeu a pureza da fé de Israel no Deus vivo. Aí, no início do séc. XIII nasceu juridicamente a Ordem do Carmo com o título de S.ta Maria do Monte Carmelo. Esta invocação, que exprime o conjunto de benefícios recebidos da nossa Padroeira, começou a celebrar-se com toda a solenidade no séc. XIV na Inglaterra expandindo-se rapidamente por toda a Ordem. Atingiu o seu apogeu nos princípios do séc. XVII quando um Capítulo Geral declarou esta Comemoração como a festa principal e mais solene de toda a Ordem. Foi também reconhecida como festa principal para a Confraria do Santo Escapulário pelo Papa Paulo V.

A Liturgia constitui uma acção de graças ao pai por este dom imenso do Seu amor e, ao mesmo tempo, canta as glórias de Maria na contemplação do seu mistério e da sua missão como Mãe de todos os homens e como rainha do Carmelo.

Os textos litúrgicos expressam o mistério de Maria a partir da experiência espiritual do Carmelo: Maria é a Virgem Orante, modelo de todo o carmelita na meditação, vivência e pregação da Palavra. Maria é a Mãe Espiritual que acompanha o nosso crescimento para a plenitude de Cristo, desde as águas do batismo à glória de Deus.

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São Pedro Tomás

Nasceu no Périgord meridional (França) por volta de 1305. Tendo exercido o cargo de procurador-geral da Ordem junto da Cúria pontifícia em Avinhão e depois o de pregador apostólico, em 1354 foi nomeado Bispo de Patti e Lipari. Desempenhou funções de legado pontifício junto de Reis e Imperadores do tempo com o objetivo de consolidar a paz e promover a união com as Igrejas Orientais. Transferido para outras sedes: Corão (Moreia) como legado pontifício no Oriente (1359), Creta como Arcebispo (1363), foi, por fim (1364), Patriarca latino de Constantinopla. Os seus esforços em favor da unidade da Igreja fazem deste Santo uma figura ecuménica do séc. XIV. Morreu em Famagusta (Chipre) em 1366.

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Santo André Corsini

Nasceu em Florença nos princípios do séc. XIV. Abraçou a vida religiosa no convento da sua cidade natal. Foi provincial da Toscana em 1348 e no ano seguinte nomeado Bispo de Fiésole (Itália). Governou a sua Igreja com admiráveis exemplos de caridade e com a eloquência da sua palavra. Distinguiu-se pelo seu zelo apostólico, prudência e amor aos pobres. Morreu no dia 6 de janeiro de 1374.

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Beato Henrique de Ossó e Cervelló

Nasceu no ano 1840 em Vinebre, perto de Tortosa. Movido pela leitura da Vida de Santa Teresa, sentiu nascer-lhe a vocação sacerdotal. Recebeu a ordenação no ano 1867. A sua devoção à Virgem levou-o a celebrar a sua Primeira Missa no mosteiro de Montserrat. Vendo o perigo que corria a fé dos jovens, a eles dedicou os seus primeiros afãs apostólicos. Consagrou-se à catequese e às missões populares, ao mesmo tempo que era professor no seminário diocesano.

Sentia-se como Santa Teresa “filho da Igreja” e quis que esta frase figurasse no sepulcro. Fundou várias associações para homens, jovens e meninos. Promoveu a piedade, para o que escreveu “O quarto de hora de oração”. Fundou a Revista Teresiana e O Amigo do Povo. Mas sua obra magna foi a Companhia de Santa Teresa, fundada em 1876. Tinha intuído o papel da mulher na sociedade – “o mundo será o que sejam as mulheres” – e à formação cristã da mulher e dedicar-se-ia plenamente às suas “Teresianas”. Teve a alegria de ver os frutos das suas Filhas em Espanha, em Portugal, na África e no México. E depois, em todo o mundo. O Senhor chamou-o para si repentinamente enquanto estava fazendo exercícios espirituais, em 27/1/1896. O papa João Paulo o beatificou em 14/10/1979.

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Beato Luís Rabatá

Nascido em Erice, perto de Trápani, na Sícilia, em meados do séc. XV, entrou na Ordem do Carmo. Foi Prior do convento reformado de Randazzo, onde morreu em 1490 de uma ferida recebida na cabeça, perdoando ao agressor e sem querer revelar o seu nome.

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Beata Arcângela Girlani

Nascida em Trino, na Itália setentrional, em meados do séc. XV, tomou o hábito carmelita em Parma, onde também veio a ser Prioresa. Mais tarde exerceu o mesmo cargo no novo Mosteiro de Mântua, onde morreu em 1495. Distinguiu-se pela sua especial devoção à SS. Trindade.

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São Simão Stock

De nacionalidade inglesa, viveu no séc. XIII e morreu em Bordéus. É venerado na Ordem do Carmo pela sua grande santidade e peculiar piedade para com a SS. Virgem. O seu culto, já praticado em alguns lugares no séc. XV, foi, no século seguinte, recebido liturgicamente em toda a Ordem. A sua festa celebrava-se comummente no dia 16 de maio.

Sobre o Escapulário

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Santa Joaquina de Vedruna

Nasceu em Barcelona no dia 16 de abril de 1783. Casou-se aos dezasseis anos e ficou viúva aos trinta e três, com nove filhos que educou cristãmente. Em 1826, movida por uma inspiração divina, fundou a Congregação das Irmãs Carmelitas da Caridade. A sua obra difundiu-se rapidamente por toda a Catalunha e dedicava-se ao cuidado dos doentes e à educação cristã das crianças, especialmente dos pobres. A sua espiritualidade assenta, sobretudo, na contemplação do mistério da Santíssima Trindade. Morreu em Barcelona em 1854.

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Santa Maria Madalena de Pazzi

Nasceu em Florença em 1566. Educada piedosamente e admitida nas Monjas Carmelitas levou uma vida escondida de oração e abnegação. Pedia incessantemente pela reforma da Igreja e dirigiu as suas irmãs no caminho da perfeição. Morreu no ano de 1607, enriquecida por deus de graças extraordinárias.

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Beata Ana de São Bartolomeu

Nasceu em Almendral (Ávila) em 1549. Entrou para o primeiro convento de São José de Ávila e foi a primeira religiosa conversa da reforma teresiana. Professou em 1572 e foi muito estimada por São Teresa, a ponto de a assistir nas viagens, nas doenças e na morte. A Santa morreu nos seus braços. Após a morte de São Teresa, foi a alma da difusão do espírito e da obra teresiana em França e Flandres, na fidelidade ao carisma da reformadora e no zelo pelo bem da Igreja e pela salvação das almas. Morreu em Antuérpia (Anvers, Bélgica) em 1626.

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Beatas Teresa de Santo Agostinho e Companheiras

As dezasseis Carmelitas Descalças do convento da Santíssima Encarnação da cidade de Compiègne ofereceram-se a Deus, durante a revolução francesa, como vítima para aplacar a divina justiça e implorar a paz para a Igreja. Foram encarceradas no dia 24 de junho de 1794. Durante a sua permanência no cárcere contagiaram a alegria aos restantes prisioneiros, exortando-os a aceitar a vontade divina e animando-os a encontrar conforto no amor de Deus. Condenadas à morte por se manterem fiéis à Igreja, à vida religiosa e à devoção aos Sagrados Corações de Jesus e Maria e, após terem renovado a sua profissão religiosa, foram executadas na guilhotina no dia 17 de julho de 1794.

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Beato Ângelo Mazzinghi

Nasceu em Florença ou perto desta, em data desconhecida, mas certamente antes de 1386. Foi o primeiro filho da Reforma de Santa Maria das Selvas, da Ordem do Carmo. Várias vezes Prior em conventos da sua Ordem, distinguiu-se na pregação da palavra de Deus. Morreu em Florença em 1438.

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Elias

O profeta Elias aparece nas Sagradas Escritura, como o homem de Deus que caminha na presença do senhor, e que, abrasado de zelo, luta pela defesa do culto do único Deus verdadeiro. Defendeu os direitos de Deus num desafio público, realizado no Monte Carmelo entre ele e os sacerdotes de Baal. Entregou-se à íntima experiência do Deus vivo no monte Horeb. Nele se inspiraram os primeiros eremitas que, por volta do séc. XII, iniciaram no Monte Carmelo um novo estilo de vida que originou a Ordem dos Irmãos da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo.

Por este motivo o Profeta Elias é considerado o Fundador ideal da Ordem.

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Beato João Soreth

Nasceu em Caen, na Normandia, no ano de 1394. Foi Mestre de Teologia, governou a Província e em 1451 foi Prior Geral da Ordem até à sua morte em Angers (França) no ano 1471. Restaurou e promoveu a observância regular. Escreveu um célebre comentário sobre a Regra. Em 1462 publicou as Constituições revistas. É considerado como fundador da Segunda e Terceira Ordem.

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Santo Alberto de Trápani

Nasceu em Trápani (Sicília) no séc. XIII. Distinguiu-se no seu tempo pelo seu amor à pregação evangélica e pela fama dos seus milagres. No ano 1296 governava a província carmelita da Sicília como Provincial. Célebre pelo seu apaixonado amor à pureza e à oração, morreu em Messina, provavelmente em 1307.

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Santa Teresa Margarida Redi

Nasceu em Arezzo (Toscana) da nobre família Redi no ano 1747. Entrou para as Carmelitas Descalças de Florença no dia 1 de setembro de 1764. Enriquecida com a singular experiência contemplativa da expressão do Apóstolo São João “Deus é Amor”, sentiu o chamamento à vida oculta pelo caminho do amor e da imolação de si mesma. Consumou a sua vocação e confirmou-a com o heroico exercício da caridade fraterna. Entrou na posse plena do amor de Deus no ano 1770 no Carmelo de Florença.

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Santo Alberto de Jerusalém

Nasceu em Castro de Gualteri (Itália) por volta do ano 1149. Entrou para os Cónegos regulares da santa cruz de Mortara (Pavia) onde, em 1180, foi nomeado Prior Geral da Congregação. Bispo de Bobbio (Lombardia) em 1184 e de Vercelli no ano seguinte, foi designado Patriarca de Jerusalém em 1205. No exercício do seu ministério encarnou sempre o ideal do bom pastor, tanto pela palavra como pelo exemplo da sua vida. Durante o seu patriarcado (1206-1214) agrupou em comunidade os irmãos eremitas do monte Carmelo, dando-lhes uma Regra de vida. Morreu no dia 14 de setembro de 1214 em São João de Acre (Israel).

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Santa Teresa de Jesus (Santa Teresa de Ávila)

Nasceu em Ávila no ano 1515. Tendo entrado na Ordem das Carmelitas, fez grandes progressos no caminho da perfeição e teve revelações místicas. Ao empreender a reforma da sua Ordem, sofreu muitas tribulações, mas tudo superou com coragem invencível. A doutrina profunda que escreveu nos seus livros é fruto das suas experiências místicas. Morreu em Alba de Tormes no ano 1582. Graças às suas obras, exerceu no povo de Deus um fecundo magistério que Paulo VI reconheceu declarando-a Doutora da Igreja em 27 de setembro de 1970.

Teresa, mãe e mestra de oração no povo de Deus, é apresentada pelos textos litúrgicos com toda a sua beleza espiritual. Através da Liturgia da Horas, esta solenidade transforma-se em cântico de louvor e ação de graças a Deus pelos dons concedidos a Santa Teresa para benefício da Ordem e da Igreja. Esta celebração litúrgica constituiu, ainda, o grande encontro do Carmelo reformado com a sua mãe para elevar a Deus aquela oração que o Espírito inspira ao Carmelo, de acordo com o seu carisma teresiano, por Ele concedido à Igreja. Sendo Santa teresa mestra da oração, a liturgia apresenta-se também como uma exposição prática, mas solene, sobre o sentido e o valor da oração na vida cristã, com especial referência à vida carmelitano-teresiana.

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Santa Teresa do Menino Jesus (Santa Teresinha do Menino Jesus)

Nasceu em Alençon (França) no dia 2 de janeiro de 1873. Entrou para o Carmelo de Lisieux no dia 9 de abril de 1888. Exercitou-se de modo singular na humildade, simplicidade evangélica e confiança em Deus, virtudes que também procurou inculcar nas suas irmãs, especialmente nas noviças. Oferecendo a sua vida pela salvação das almas e pela edificação da Igreja, morreu num êxtase de amor no sai 30 de setembro de 1897.

A oração litúrgica é a expressão da vida espiritual da Santa. Com ela cantamos a experiência de Deus na sua alma, bem como o Amor Misericordioso que fez dela o amor no coração do corpo de Cristo e a levou a oferecer-se como oblação agradável a Deus, para que todos os homens cheguem ao conhecimento da verdade e à unidade que o próprio Jesus havia pedido ao Pai.

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São Nuno de Santa Maria (Santo Condestável)

Nuno Álvares Pereira, fundador da Casa de Bragança, nasceu em Cernache do Bonjardim (Portugal) em 24 de julho de 1360. Como Condestável do Reino de Portugal, foi militar invencível na guerra da independência; mas, vencendo-se a si mesmo, quando morreu a esposa, entrou em 1423 para a Ordem do Carmo, no convento de Lisboa por ele mesmo fundado. Quis ser simples donato, tomando o nome de Frei Nuno de Santa Maria. Morreu no mesmo convento no Domingo da Ressurreição de 1431 (1 de abril), tendo dado a todos durante a sua vida um exemplo de oração, penitência, amor aos pobres e filial devoção a Nossa Senhora.

Foi beatificado a 23 de janeiro de 1918, pelo Papa Bento XV e canonizado a 26 de abril de 2009, pelo Papa Bento XVI. As suas relíquias podem ser veneradas na Igreja de Santo Condestável em Campo de Ourique, Lisboa, onde está sepultado.

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Beatos Dionísio e Redento

Dionísio da Natividade nasceu em Honfleus (Calvados, França) no ano 1600. Serviu os reis de França e Portugal como cosmógrafo e almirante na armada. Em 1653 fez-se carmelita em Goa, onde se ordenou sacerdote.

Redento da Cruz, português, nasceu em 1598. Entrou para o Carmelo Teresiano no convento de Goa, onde professou como Irmão converso em 1615.

O Padre Dionísio e o Irmão Redento foram enviados pelos superiores para Achém, na ilha de Samatra, onde foram martirizados no dia 29 de novembro de 1638 pela sua adesão a Cristo e pela sua firmeza na fé.

BeatoRedento

BeatoBartolomeuFanti

Beato Bartolomeu Fanti

Nasceu em Mântua, desconhecendo-se o ano do seu nascimento. Em 1452 era já sacerdote carmelita da Congregação Mantuana. Durante 35 anos, na igreja carmelita da sua cidade foi diretor espiritual e reitor da Confraria da B. Virgem Maria, para a qual escreveu a Regra e os Estatutos. Distinguiu-se pelo seu amor à Eucaristia.

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São João da Cruz

Nasceu em Fontiveros (Ávila) no ano 1542. Em Medina del Campo com 21 anos de idade tomou o hábito da ordem, na qual pediu para viver uma vida mais austera de acordo com a Regra primitiva. Foi um instrumento providencial nas mãos de Teresa de Jesus, a quem ajudou na sua obra desde a primeira fundação de religiosos contemplativos em Duruelo (28.XI.1568). Morreu em Úbeda no dia 13 de dezembro de 1591. É um grande mestre dos caminhos do espírito. As suas obras: Subida do Monte Carmelo, Noite Escura, Cântico Espiritual e Chama de amor viva, valem-lhe o título de Doutor da Igreja universal, conferido por Pio XI em 24 de agosto de 1926.

São João da Cruz é pai e mestre espiritual do Carmelo Teresiano, Doutor da vida cristã no seu dinamismo teologal, cantor da formosura de Deus e da beleza da criação. A sua recordação transforma-se hoje em liturgia viva. Mediante esta, sobretudo na Liturgia das Horas, a sua oração e poesia servem de viático ao Carmelo peregrino nesta terra. A sua doutrina foi uma exegese viva do Evangelho. A palavra de Deus ilumina a sua experiência mística e os seus ensinamentos constituem uma meditação sobre a palavra revelada e vivida por um justo sofredor, cujo lema era “sofrer e ser desprezado por Jesus”. Assim, a Liturgia das Horas desta celebração é Palavra de Deus e palavra de São João da Cruz, numa síntese que constitui o louvor e ação de graças a todo o Carmelo por todos os benefícios concedidos por Deus à Igreja.

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Beata Maria dos Anjos

Nasceu em Turim no ano 1661. Entrou no convento das carmelitas descalças da sua cidade natal em 1675. Foi repetidas vezes superiora da comunidade e responsável pela formação das noviças, nas quais inculcou os ensinamentos de Santa Teresa. Nas suas contínuas noites do espírito deixou-nos inúmeros exemplos de amor a Deus. Cultivou a oração com perseverança e entrou na glória eterna no ano 1717.

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Beata Maria de Jesus

Nasceu em Tartanedo (Guadalajara, Espanha) no dia 18 de agosto de 1560. Recebida por S. Teresa, foi enviada para o Carmelo de Toledo com os louvores e as recomendações da Santa reformadora. Aos 24 anos foi nomeada Mestra das noviças e mais tarde prioresa. Alma de uma grande simplicidade e candor extraordinário, foi enriquecida pelo Senhor de grandes carismas e graças na contemplação dos mistérios de Cristo. Muito estimada pelas suas virtudes, gozou em vida da fama de santidade em Toledo a 13 de setembro de 1640.

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Beata Francisca de Ambroise

Nasceu no ano de 1427, provavelmente em Thouars (França). Foi esposa de Pedro II, duque de Bretanha. Depois da morte deste, e tendo conversado muito com o Beato João Soreth, Prior Geral dos Carmelitas, tomou o hábito da mesma Ordem no mosteiro de Bondón, que ela tinha fundado. Passou depois para o mosteiro de Nantes, que também era fundação sua. No exercício do cargo de Prioresa, alimentava o espírito das suas religiosas com sábias exortações. É considerada como a fundadora das monjas carmelitas em França. Morreu em 1485.